NA CENA - Bface Postado em 20 de Junho de 2015, por Igor Massale


NA CENA - Bface
Salve rapa!

Hoje no Na Cena vamos ver um pouco da caminhada de Bruno Cesar, o Bface.

Rapper e produtor curitibano, Bface tem 26 anos e algum trampo pra mostrar.

Entre os anos de 2007 e 2009 compunha juntamente com Plasmo, o "DUPLEX". Trabalho com o qual fez vários shows chegando a abrir um do SNJ. Fez parte do grupo "Conscient in Coletivo", juntamente com Zone  Fantoxi, gravando entre os anos de 2010 e 2013, produzindo também a coletânea "AKM VOL2".

Seu último trampo é o álbum "Suíte Para Corações Urbanos", composto por onze faixas e lançado em 2014. Álbum sobre o qual Bface conta alguns detalhes.

"A ideia surgiu quando percebi que meus beats, na maioria dos casos, ganhavam uma letra de amor na mão dos MCs. Quando me liguei disso resolvi que faria uma coletânea desses sons que, por coincidência, ainda não estavam lançados. Eram quatro músicas, eu ia fechar seis e lançar no dia dos namorados. Mas o dia dos namorados era começo da copa do mundo. Daí já viu, né!?

Lancei só a primeira single, 'Não te Tendo', e aproveitei o tempo pra fazer um álbum de onze faixas envolvendo meus amigos mais próximos e lançando pessoas que nunca haviam gravado antes. 

Foi uma experiência foda! Coloquei MCs que não se conheciam pra fazer som juntos. A gente virou uma família durante os ensaios pra fazer o show de lançamento, que foi a noite mais importante da minha vida. Mais que a formatura da faculdade." 

 

Bface também faz parte da "AKIMEMU". Definida por ele como uma crew criada pelos manos do 14Beats e que hoje é uma entidade que abriga alguns projetos, dos quais vários estão pra sair agora no segundo semestre de 2015.

Teve seu primeiro contato com a cultura ainda criança entre os anos de 1994-95 através do RAP e conta que foi a partir de 2002 que começou a se aprofundar sobre o movimento.

 

"Nessa época eu assisti '8Mile', daí eu pirei junto com meu vizinho, o Guibo. Vimos que podíamos escrever sobre nossos conflitos internos.

Quando resolvemos que queríamos ser MCs, por algum motivo não me veio a ideia de pegar beat gringo ou algo do tipo, decidi que eu faria as minhas batidas e comecei a pesquisar. Fui quebrando cabeça até 2005 quando conheci o Nairobi e ele me encheu de informação. Apresentou a cena under curitibana e mostrou o que era bpm, o que era sampler e como se estruturava um beat. Foi aí que o Bface começou a tomar forma."

 

PROJETOS FUTUROS

"Atualmente estou trabalhando com meu grupo, "SulReais", com Xaul Jhoni. E produzindo o EP do Lyn'C, ficarei nos beats mas talvez dê um 'alô' em algum som. Também to produzindo o CD do Riley do 'Nosfalante du Barraco'.

São três projetos bem distintos que espero concluir."

PERGUNTA

Deadphone: Cara, falando do cenário atual do RAP, onde você ta inserido. A gente consegue ver hoje manos vivendo só de RAP e vivendo bem. O que você acha que deu essa abertura? Muito se fala em prostituição e comercialização do RAP como fatores relevantes pra isso. Você concorda?

Bface: O que deu essa abertura foi a internet, com o 'myspace' e os videos de batalha de freestyle no eixo Rio-São Paulo. Acredito que foi esse pontualmente o grande passo que o RAP nacional deu. Em outras palavras, ganhou espaço em uma mídia, a internet. Daí foi um pulo pra nascer novos astros que ganharam uma graninha. Independentes até poucos anos atrás mas que agora conseguiram um big deal com gravadoras, agendas de shows e etc. Muitos grupos e artistas que não assinaram contratos estão trabalhando sério, gravando bons videoclips e trazendo boas referências musicais. Ganhando dinheiro porque se comportam como profissionais da indústria. Acho esse papo de prostituição muito relativo. Se essa veia independente do RAP expandir, o Brasil só tem a ganhar.

 

É isso rapa! Esse foi Bface Na Cena!

Todos os contatos e links dos projetos citados estarão aqui abaixo.

Até a próxima e PAZ!

 

 

links:

DUPLEX
Conscient in Coletivo
Sulreais SoundCloud
Sulreais Facebook
Suite Para Corações Urbanos


Contato: paperbruno@gmail.com
41 8802 1355
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